Friday, April 13, 2018

Filmes e Séries


Aqui está uma questão que sempre me preocupou: Que filmes e séries podem os meus filhos ver?

Bem sei que nos nossos dias, os adolescentes têm uma quantidade incrível de meios para visualizarem o que quiserem, mas tenho esperança que as nossas conversas de alguma forma os ajudem a fazer escolhas sensatas. Afinal, é esse o papel de uma mãe, não é? Tentamos transmitir uma série de valores e dar-lhes uma bússola que lhes sirva como orientação na vida. Mas o caminho a tomar é sempre decisão deles. São eles que o vão percorrer...

Nesta busca de orientação, mostro-lhes aquilo que já conheço e julgo ser adequado à sua faixa etária. Comigo viram séries clássicas de animação como “As Misteriosas Cidades de Ouro”, “Conan, o Rapaz do Futuro”, “DÁrtacão e os 3 Moscãoteiros” e “As Aventuras de Tintim”. Mais tarde, vimos a nossa primeira série não animada em família: “MacGyver” (a série original, não o recente remake). Eles ficaram espantados com este tipo de herói porque foi o primeiro que conheceram que não tinha nenhum super-poder. Este facto apanhou-me desprevenida. Não me tinha apercebido disso. Na maioria de filmes e séries com heróis que existem, este têm quase sempre um super poder. 

Apesar do meu esforço para estar presente e acompanhar o que os meus filhos andam a ver, a verdade é que até eu sou apanhada de surpresa. No fim de semana passado, escolhemos um filme que dizia ser para maiores de 7 anos e para meu espanto tive de parar o filme passados 5 minutos de visualização. A linguagem usada pelos actores era claramente para maiores de 16. Tudo tem o seu tempo, o seu ritmo, mas nem sempre as indicações dadas nos filmes e séries corresponde a uma faixa etária adequada. Claro que se pode argumentar que não temos de seguir cegamente as indicações que nos dão para o público alvo, que temos também de ter em conta a maturidade dos nossos filhos... tudo bem! Mas nada dispensa a nossa atenção e cuidado. Há tantos filmes e séries com personagens e histórias fascinantes e maravilhosas. Não temos de ir atrás do filme e da série da moda, temos sempre a possibilidade de escolha.

Monday, April 09, 2018

Tarefas para crescer



Como todas as mães, tenho verdadeiros ataques de nervos quando vejo os meus filhos a demorarem horas a realizar uma tarefa que normalmente faço em 5 minutos. É preciso força de vontade...e uma paciência ENORME, mas resisto à tentação de fazer as coisas que eles já conseguem fazer, mesmo que fique mal feita, mesmo que demore tanto tempo. Quando os meus alunos do 5.º ano me pedem para eu lhes atar os ténis, fico a olhar para eles incrédula. A realidade é que infantibilizamos os nossos filhos demasiado. Acredito que o fazemos com a melhor das intenções. As mães assumem para elas muitas tarefas, muitas vezes porque acreditamos que é assim que deve ser e só assim seremos boas mães. Lembro-me de uns alunos do 4.º ano, que pediam ajuda para ir à casa de banho porque nunca tinham limpado o seu rabiosque sozinhos. Admito que são casos extremos, mas são reais e revelam o que as nossas boas intenções podem fazer à autonomia dos nossos filhos. Por isso, é importante deixarmos de fazer pelos nossos filhos, aquilo que eles conseguem fazer sozinhos. Atribuir tarefas não é “torná-los nossos escravos” (segundo a opinião de alguns jovens), nem é trabalho infantil (segundo outros). É ajudá-los a crescer! É permití-los fazer parte de uma família, de uma equipa que se interajuda. Tem uma função integradora extraordinária. Aprendem a valorizar o trabalho, tornam-me mais empáticos e autónomos. Só coisas boas!... por isso, vamos lá deixar de nos sentirmos culpadas por atribuir tarefas aos nossos filhos.

Sunday, April 08, 2018

Leituras em Março



O mês de março foi um mês de leituras diversificadas. Alguns livros foram escolhidos como suporte de trabalho,  mas a maioria foi apenas o meu suporte para tolerar os tempos de espera nos transportes públicos. Esta é a resposta à pergunta:”Como arranjas tempo para leres?” Eu não tenho mais tempo para ler. Aproveito o tempo “morto” para o fazer. Até nas filas das caixas de supermercado conseguem apanhar-me a ler... Estas foram algumas das minhas leituras de março:



O segundo volume da coleção de T. H. White: “O único e eterno rei”. Um livro muito pequeno cujo tema principal é o sentido da guerra. Porque lutam e como lutam? Merlin faz Artur questionar-se e leva-o a procurar respostas. 




Este livro serviu de suporte para uma atividade na biblioteca. Um grupo de çrianças de doze anos é convidado para passar a noite na novíssima biblioteca do Sr. Lemoncello. Mas o maior desafio será conseguir sair da biblioteca. Para tal, terão de resolver enigmas e trabalhar em equipa. É uma ideia interessante e os adolescentes gostam deste tipo de desafios de “escape rooms”. 




Mais um livro de suporte às minhas aulas e aos meus próprios filhos adolescentes. Eduardo Sá descomplica e desmistifica uma série de conceitos, diria até de preconceitos sobre os adolescentes e a adolescência. Leitura fácil mas interpelante. Afinal, adolescentes somos nós.  Não é um livro fácil de encontrar, mas recomendo para quem trabalhe com adolescentes e/ou tenha filhos adolescentes.



L

Já me debrucei AQUI no blog sobre este livro. Excelente forma de introduzir os mais novos à física quântica.





Um livro para ler devagarinho, para saborear. Comecei em fevereiro e foi a minha forma de viver o tempo da quaresma. Pablo d’Ors é um sacerdote católico, fundador da associação Amigos do Deserto, cujo objetivo é o de aprofundar e promover a prática da meditação. Este livro é composto por uma série de pequenos textos onde o autor partilha a sua própria experiência de vida. 






Quando vi esta nova versão da editora Guerra e Paz, não resisti. Foi uma feliz coincidência pois este foi o livro escolhido pelo meu clube de leitura. O Júlio Verne é um dos meus escritores preferidos e li a maioria das suas obras, por isso foi como rever um velho amigo. Gosto dos livros que usam este tipo de papel Coral Book Ivory 80g. Tornam a leitura mais fácil para pitosgas como eu. Foi um prazer reler as aventuras de Phileas Fogg e do seu corajoso criado Passpartout, à volta do mundo. 




Esta história foi recentemente adaptada ao cinema. É considerada por muitos como “um dos mais fascinantes clássicos de todos os tempo”. Bem, é um livro infanto juvenil, que fala das aventuras de 2 irmãos e de seu amigo, em busca do pai que desapareceu há mais de um ano enquanto efetuava uma experiência relacionada com o tempo. A história é interessante e bem escrita mas não lhe chamaria um dos mais fascinantes clássicos de todos os tempos. Mas, é apenas a minha opinião de adulta. Os mais novos devem sentir esta aventura de forma diferente...





Este foi o livro escolhido para a minha hashtag: #históriasqueconheçomasnuncalioslivros. Vi este filme dezenas de vezes, nas suas diferentes versões, mas na realidade nunca tinha lido o livro. Não é um livro de fadas e sereias típico, cheio de boas ações e magia. Os personagens são complexos, sentem ciúmes,  são contraditórios. Depois de ter visto com a minha filhota todos os fimes da Sininho produzidos pela Disney, não a reconheci na forma como é descrita no livro. Mas é de facto um livro bem escrito, imaginativo,  que consegue levar-nos diretamente para a Terra do Nunca. E sabem... não são só os meninos que sofren do síndrome do Peter Pan! Também há meninas que sofrem do mesmo :)



Tuesday, March 20, 2018

A Porta das Três Fechaduras


Comprei este livro para o meu filho, mas li-o antes dele. Gostei muito! Uma forma aliciante de mergulhar no mundo da física quântica. A autora, Sonia Fernández -Vidal, é licenciada em Física, com um doutoramento na área da Informação e ótica quântica. No blog Efeito dos Livros, encontram um excelente comentário sobre o livro. 



“ Neste romance, Sonia mistura, pela primeira vez, fantasia e física quântica, tornando a ciência acessível e apelativa para todos os leitores.”
Muhammad Yunus (Prémio Nobel da Paz)


Sunday, March 18, 2018

Sunday, March 04, 2018

Leituras de Fevereiro


Alguns livros devem ser saboreados em passo de caracol. Iniciei algumas leituras em fevereiro que pretendo continuar calmamente... ler, saborear, meditar, crescer... essas leituras não fazem parte desta lista, talvez em março ou abril. Veremos como viverei o tempo destas leituras. 

Abracei dois desafios. Normalmente não me imponho metas de leitura, porque gosto de descobrir e ser descoberta por livros. Mas apercebi-me que há imensas histórias infantis que penso conhecer bem, mas cujos livros nunca li. Devia criar uma hashtag (#históriasqueconheçomasnuncalioslivros). Depois há o meu interesse na literatura arturiana. Há livros que não consigo encontrar à venda em Portugal e conformei-me com o facto de que terei de os ler em formato digital. Apesar de ler muitos artigos e textos digitais, a realidade é que prefiro ler um livro impresso. O folhear das páginas e o cheiro do livro fazem parte da experiência. 

Estas foram as minhas leituras de fevereiro:


Tinha muita curiosidade em ler um livro do mais recente laureado com o prémio Nobel da Literatura e não resisti a esta sua primeira incursão pela fantasia. Não fiquei desapontada. Pelo contrário, até ao momento é o meu livro preferido do ano! É uma história tocante sobre relações, memórias e esquecimentos, com apontamentos breves mas suficientes para nos transportarem para outro mundo.



Macbeth foi desafio do mês do meu clube de leitura. Confesso que me senti intimidada por este livro, e depois surpreendida com a facilidade com que fiquei agarrada à história e à forma como foi escrito. Adorei e espero que a Relógio d’Água continue com as obras de Shakespeare. Já encontrei v´ ários livros desta coleção “Clássicos para leitores de hoje” e gostei muito do toque, das cores das páginas e do tamanho das letras (coisas de quem é pitosga!).



 Pretendo ler este ano, a coleção de T.H. White: O Rei que foi e um dia será (tradução pt de Once and future King). Este é o primeiro volume, o qual serviu de inspiração para o filme da Disney “A Espada era a Lei” (curiosa tradução). Neste primeiro volume acompanhamos a educação que Merlin dá a um jovem Artur, até ao momento em que este tira a famosa espada da pedra (neste caso, de uma bigorna de ferro). Leitura leve e despretensiosa (pena ter de ser em formato digital).


Aqui está a minha hashtag: #históriasqueconheçomasnuncalioslivros
Apercebi-me que nunca tinha lido esta obra da literatura infanto-juvenil. Problema resolvido!


 

Os dois personagens que conquistaram o meu coração. Falei deles AQUI, num post anterior! 


Quem gosta de literatura arturiana tem de ler a obra de Thomas Malory “A Morte de Artur”. Felizmente, ainda se encontra esta obra à venda em Portugal, em 3 volumes. Encontrei no olx esta adaptação para o público mais jovem, com a qual pretendo aliciar os meus filhotes.



A vida de uma professora bibliotecária não é tão emocionante como podemos ler neste livro. Na realidade, a heróina deste livro não é uma verdadeira bibliotecária, mas vê-se envolvida neste papel enquanto procura pela perdida Biblioteca de Alexandria. Apesar do conceito ser interessante nem sempre conseguiu prender a minha atenção...



Para entrar no espírito da quaresma, li este pequeno livro do Papa Francisco sobre a oração do Pai Nosso. Linguagem simples, mas profunda. Acessível a cada coração e uma excelente meditação para viver estes 40 dias de preparação para a Páscoa.